sexta-feira, 11 de maio de 2012

Gosto dos políticos deste país

Haja felicidade nas nossas vidas e nas pessoas que estão perto de nós, porque a mim cada vez mais escasseia a entidade de ser português. Sou apenas uma pessoa que tem uma família e amigos que quero ver bem. Perdi algures o sonho de ver Portugal nas noticias por boas razões já há algum tempo. Ainda ia acreditando quando aparecia uma noticia a dizer que uma empresa pequena, em tempo de crise, está bem graças à sua capacidade de inovação. Isso hoje é o caminho do cidadão do mundo, mais tarde ou mais cedo todas as empresas terão que o fazer.


Usamos todos livros novos nas escolas porque as editoras adicionaram um paragrafo as edições anteriores. Criamos 30-40 cursos para profissões que não tinham mercado e fomos buscar profissionais que não formamos. Não tivemos professores substitutos e podíamos ir jogar à bola. Nunca nos explicaram que trabalhar durante o verão ajuda a formar carácter e nos dá independência financeira. Sobrevalorizamos casas para poder comprar um mercedes quando mudamos de residência. Agora estamos sem opressão política mas sinto que não me faz diferença. Não conseguimos sair da casa dos nossos pais sem perder qualidade de vida (deixa lá o mercedes). Somos arquitectos, psicólogos, e enfermeiros, mas procuramos emprego fora de Portugal ou num centro comercial.

Passos coelho acabou de dizer na assembleia da república: O desemprego é a principal chaga social do país. (No shit sherlock) E chaga é uma palavra forte. No dicionário podemos ver que a palavra é utilizada para descrever uma dor moral. As dores tem sintomas, os sintomas tem causas e as causas tem resolução. Não foi algo que nos impuseram enquanto país. Foi algo que nós criamos enquanto nação. Gostava de ouvir das resoluções das causas, para acabar com os sintomas e deixar de ter uma dor moral.

É sexta-feira. Quero ir beber um copo com os meus amigos e não falar de política. Quero só sorrir.

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